Aos 21 anos decidi sair de casa e viver minha vida. Claro que minha mãe não aceitou o que eu fiz, muito menos o homem que eu tinha escolhido para "morar junto". Ela foi contra a vida que eu tinha escolhido para mim. Durante anos eu sofri, me senti abandonada, culpada, frustrada e infeliz por não ter minha mãe comigo. Ela fez o que achava certo. Sofri muito com tudo isso, mas fiz questão de nunca abandoná-la. Quando eu ia a casa dela, um silêncio tomava conta do lugar. Sentia-me pior que um pano de chão.
Hoje sou mãe. Fui madrasta-boa, sou mãe biológica e também mãe adotiva. Sendo assim, sinto-me apta a falar sobre isso. Depois que temos filhos toda nossa vida muda. Nunca mais podemos ser fracos, nunca mais podemos dormir até tarde, aliás, nunca mais dormimos. Paramos nossa vida para cuidar da vida de nossos filhos. Hoje eu entendo totalmente minha mãe, apesar de achar que perdemos preciosos anos de nossas vidas com “picuinhas”. Temos um propósito para nossos filhos. Infelizmente esse nosso propósito nem sempre é aquilo que eles querem. Queremos os filhos sendo eternamente nossos! Infelizmente isso não é possível. Então nos revoltamos, brigamos, “esperneamos”, damos nossa indiferença para eles perceberem que não podem viver sem a gente! Impomos condições, etc...Grande erro! Eles vão viver! Eles sim vão sobreviver sem a gente. Triste essa realidade, mas é exatamente o que acontece. As mães mudam suas vidas pelos filhos, mas raramente os filhos mudam suas vidas pelas mães. Sabe por quê?
AMOR DE MÃE = AMOR INCONDICIONAL: "É o amor que é dado livremente, independente do que recebe de volta. Significa amor pleno, completo, absoluto, que não impõe condições ou limites para se amar. Quem ama de forma incondicional não espera nada em troca. O amor incondicional é generoso, altruísta e infinito".
Depois de tantos problemas de relacionamento com minha mãe, chegou um ponto, depois de anos, é claro, que tudo se acalmou. Tive que “chegar nela” e contar que iria me separar daquele homem que ela tanto odiou por tantos anos. O que seria uma felicidade estaria a um passo de se tornar a maior tragédia da minha vida, porque iria contar que me separaria para viver com uma mulher. Tudo se repetiria e minha vida voltaria a ser solitária, sem minha mãe, sem minha família. Já estava totalmente certa que ela nunca mais falaria comigo. Apesar disso, não queria mais viver uma vida de mentiras, estava decidida. E ela seria a primeira a saber dessa decisão. Eu fui, cheia de coragem e joguei a “bomba”:
- Mãe, estou me separando – eu disse.
- Sério? Como assim? - perguntou minha mãe com certa surpresa.
- Estou apaixonada por uma mulher! - respondi.
- Capaz?! - respondeu utilizando uma expressão interiorana com cara de espanto. Um silêncio tomou conta da sala! E eu me preparava para ouvir “poucas e boas”.
- Tem certeza que é isso mesmo que você quer? - perguntou ela depois de alguns minutos.
- Sim! - Falei rapidamente, sem respirar.
- Sabe quem também é?... e “blábláblá”. - disse ela naturalmente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
E eu, claro, estou de boca aberta até hoje. Entendi a mensagem que ela quis me passar: Que não iria perder mais um minuto de nossas vidas com brigas. Deixou bem claro que eu sou a filha dela do jeito que eu quiser ser. Com essa atitude pude entender que ela se arrependeu de tudo que fez no passado. Naquele momento eu me senti amada verdadeiramente pela minha mãe. Isso sim é o tal do amor incondicional que tanto esperei, e um dia ele chegou. Valeu a pena esperar tanto tempo!
\o/
Well Mah

Hoje sou mãe. Fui madrasta-boa, sou mãe biológica e também mãe adotiva. Sendo assim, sinto-me apta a falar sobre isso. Depois que temos filhos toda nossa vida muda. Nunca mais podemos ser fracos, nunca mais podemos dormir até tarde, aliás, nunca mais dormimos. Paramos nossa vida para cuidar da vida de nossos filhos. Hoje eu entendo totalmente minha mãe, apesar de achar que perdemos preciosos anos de nossas vidas com “picuinhas”. Temos um propósito para nossos filhos. Infelizmente esse nosso propósito nem sempre é aquilo que eles querem. Queremos os filhos sendo eternamente nossos! Infelizmente isso não é possível. Então nos revoltamos, brigamos, “esperneamos”, damos nossa indiferença para eles perceberem que não podem viver sem a gente! Impomos condições, etc...Grande erro! Eles vão viver! Eles sim vão sobreviver sem a gente. Triste essa realidade, mas é exatamente o que acontece. As mães mudam suas vidas pelos filhos, mas raramente os filhos mudam suas vidas pelas mães. Sabe por quê?
AMOR DE MÃE = AMOR INCONDICIONAL: "É o amor que é dado livremente, independente do que recebe de volta. Significa amor pleno, completo, absoluto, que não impõe condições ou limites para se amar. Quem ama de forma incondicional não espera nada em troca. O amor incondicional é generoso, altruísta e infinito".
Depois de tantos problemas de relacionamento com minha mãe, chegou um ponto, depois de anos, é claro, que tudo se acalmou. Tive que “chegar nela” e contar que iria me separar daquele homem que ela tanto odiou por tantos anos. O que seria uma felicidade estaria a um passo de se tornar a maior tragédia da minha vida, porque iria contar que me separaria para viver com uma mulher. Tudo se repetiria e minha vida voltaria a ser solitária, sem minha mãe, sem minha família. Já estava totalmente certa que ela nunca mais falaria comigo. Apesar disso, não queria mais viver uma vida de mentiras, estava decidida. E ela seria a primeira a saber dessa decisão. Eu fui, cheia de coragem e joguei a “bomba”:
- Mãe, estou me separando – eu disse.
- Sério? Como assim? - perguntou minha mãe com certa surpresa.
- Estou apaixonada por uma mulher! - respondi.
- Capaz?! - respondeu utilizando uma expressão interiorana com cara de espanto. Um silêncio tomou conta da sala! E eu me preparava para ouvir “poucas e boas”.
- Tem certeza que é isso mesmo que você quer? - perguntou ela depois de alguns minutos.
- Sim! - Falei rapidamente, sem respirar.
- Sabe quem também é?... e “blábláblá”. - disse ela naturalmente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
E eu, claro, estou de boca aberta até hoje. Entendi a mensagem que ela quis me passar: Que não iria perder mais um minuto de nossas vidas com brigas. Deixou bem claro que eu sou a filha dela do jeito que eu quiser ser. Com essa atitude pude entender que ela se arrependeu de tudo que fez no passado. Naquele momento eu me senti amada verdadeiramente pela minha mãe. Isso sim é o tal do amor incondicional que tanto esperei, e um dia ele chegou. Valeu a pena esperar tanto tempo!
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